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Into the Radius 2 chega ao PS VR2 em setembro, mas o cooperativo fica para depois

Por Dudu Mendonça 26 de agosto de 2026 0 comentarios

Tem jogo de realidade virtual que quer fazer você se sentir poderoso. Into the Radius 2 prefere lembrar, a cada carregador mal cuidado, que a Anomalia não está nem aí para a sua autoestima. O shooter de sobrevivência chega ao PlayStation VR2 em 24 de setembro de 2026, com uma campanha solo inédita e uma promessa bem clara: tornar cada saída para a zona contaminada mais tensa, física e imprevisível.

Capa oficial de Into the Radius 2 mostrando a atmosfera de sobrevivência do jogo no PlayStation VR2
Imagem: PlayStation.Blog / CM Immersive.

A campanha chega primeiro — e o cooperativo vem depois

A confirmação veio da CM Immersive em publicação no PlayStation.Blog. A versão de lançamento foi apresentada como uma experiência completa para um jogador, construída em torno de uma nova campanha na Anomalia de Pechorsk. O modo cooperativo para duas pessoas está planejado para uma atualização gratuita no quarto trimestre de 2026.

É um detalhe importante para alinhar a expectativa: quem estiver imaginando chamar um amigo para dividir munição já no primeiro dia vai precisar esperar. A ideia do estúdio é entregar primeiro a estrutura solo e, depois, transformar a sobrevivência em uma operação de dupla, com troca de recursos, cobertura e planejamento tático.

Paisagem da Anomalia de Pechorsk em Into the Radius 2
Imagem: CM Immersive / PlayStation.Blog.

Seu equipamento vira parte da estratégia

O salto mais interessante da sequência está na forma como o jogador monta e mantém o próprio equipamento. Coletes, mochilas e rigs permitem posicionar bolsos e coldres de acordo com o estilo de cada pessoa. A promessa é que sacar uma arma, encontrar uma seringa ou alcançar um carregador seja uma ação física aprendida pelo corpo — não apenas mais um comando em um menu.

As armas também podem receber diferentes canos, coronhas, miras, empunhaduras e carregadores. Há ainda pinturas com mais de 15 cores sólidas e dez padrões de camuflagem. O ponto menos glamouroso, porém, pode ser o mais decisivo: cada peça acumula sujeira e desgaste separadamente. Se a limpeza for feita de qualquer jeito, o rifle pode travar justamente quando a criatura decidir aparecer.

Equipamentos e armas modulares de Into the Radius 2
Imagem: CM Immersive / PlayStation.Blog.

A Anomalia aprendeu a caçar de volta

O cenário de Into the Radius 2 não serve apenas como corredor entre tiroteios. A equipe descreve uma área maior, coberta por neblina e cheia de histórias contadas por anotações, restos congelados e objetos cotidianos deformados pela própria Anomalia. É aquele tipo de ambientação que recompensa o jogador cuidadoso — e pune quem entra correndo porque viu um brilho interessante no fim do caminho.

Os inimigos também ganharam comportamentos mais agressivos. Mimics usam cobertura, fazem flancos e trabalham em grupo; Fragments avançam para quebrar sua defesa; Phantoms ficam quase invisíveis até o momento em que você para para mirar. Há ainda criaturas velozes e zonas de distorção que exigem equipamento específico, além da Tide, um fenômeno que reorganiza inimigos e itens e impede que a mesma rota continue confortável por muito tempo.

Combate contra uma ameaça da Anomalia em Into the Radius 2
Imagem: CM Immersive / PlayStation.Blog.

O PS VR2 entra no clima com 90 fps e áudio espacial

No hardware da Sony, o jogo aposta em desempenho nativo de 90 fps, renderização foveada dinâmica com rastreamento ocular e resposta háptica no headset e nos controles Sense. Os gatilhos adaptáveis devem mudar de resistência conforme a arma é usada, enquanto o áudio 3D tenta transformar um clique distante ou passos na neblina em informação de sobrevivência.

Na prática, esse conjunto combina bem com a proposta. Um jogo de tiro tradicional pode esconder parte do gerenciamento atrás de atalhos; em VR, limpar uma peça, puxar um carregador e perceber de onde veio um ruído fazem parte da tensão. Quando funciona, a interface deixa de parecer interface e vira rotina — até a rotina dar errado.

A leitura do Buteco

Into the Radius 2 parece apostar menos no espetáculo imediato e mais naquele desconforto gostoso de uma expedição que pode sair do controle. A ausência do cooperativo no lançamento não é um problema por si só, desde que a campanha solo realmente tenha ritmo e variedade para sustentar a primeira fase. Mas é bom saber disso antes de comprar esperando uma aventura em dupla.

O que mais chama atenção é a manutenção detalhada. Tem algo muito promissor em um jogo que consegue transformar “vou só limpar minha arma antes de sair” em uma decisão real, e não em uma animação que a gente pula. Para quem gosta de sobrevivência, exploração e VR com peso nas ações, vale ficar de olho na chegada ao PS VR2.

Fontes: PlayStation.Blog — anúncio da versão para PS VR2 e UploadVR — detalhes do lançamento e do cooperativo. Imagens: CM Immersive/PlayStation.Blog, divulgação oficial.

Into the Radius 2 chega em 24 de setembro. Você encararia a Anomalia sozinho primeiro ou esperaria o cooperativo para entrar na neblina?

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