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The Witcher 3: Songs of the Past leva Geralt a uma nova região cheia de mistérios

Por Dudu Mendonça 29 de agosto de 2026 0 comentarios
Cena oficial de The Witcher 3: Songs of the Past com Geralt enfrentando um Swarmion.

Geralt vai voltar para uma região inédita de The Witcher 3. Em Songs of the Past, a CD Projekt Red e a Fool’s Theory levam o bruxo para Letten, terra natal de Dandelion, onde uma festa barulhenta, uma família aristocrática quebrada e um jardim cheio de espinhos escondem uma história bem menos tranquila do que a primeira vista sugere.

Cena oficial de Letten, nova região de The Witcher 3: Songs of the Past.
Letten parece tranquila antes de a investigação de Geralt começar. Crédito: Xbox Wire / CD PROJEKT RED.

Uma volta ao Continente sem repetir o passeio

A expansão foi apresentada em uma demonstração de cerca de 45 minutos durante a gamescom 2026. Geralt acorda ao amanhecer depois de uma festa e encontra campos, montanhas ao longe e um lago com barcos. É uma imagem estranha para quem associa The Witcher 3 a vilas queimadas, pântanos e exércitos atravessando estradas.

Letten foi inspirada em regiões rurais inglesas e polonesas. A equipe descreve o lugar como um mundo aberto completo, com personagens que se comportam de maneira mais convincente. A ideia é fazer a região parecer viva antes de revelar o problema que está por baixo dela.

Geralt é chamado para investigar o desaparecimento de Dandelion e a história infeliz da família aristocrática do amigo. No centro do mistério está o Garden of Thorns, um lugar que transforma a paisagem agradável em algo cada vez mais desconfortável.

Dandelion puxa Geralt para um mistério de família

Dandelion é um dos personagens mais queridos de The Witcher 3, e colocar a família dele no centro da trama cria um motivo melhor do que simplesmente inventar um monstro gigante. Geralt investiga o passado dos parentes do bardo ao lado de Lilla, prima de Dandelion. A história parece menor em escala, mas isso não significa que será menos estranha ou perigosa.

À medida que os dois avançam, as árvores ficam mais fechadas e tortas. Restos de habitações aparecem cobertos pela vegetação. A luz diminui. O que parecia um canto pacato começa a mostrar sinais de que há alguma coisa errada ali há bastante tempo.

Esse tipo de descoberta combina com o melhor de The Witcher: uma investigação que começa com uma pessoa desaparecida e termina revelando uma cadeia de escolhas, ressentimentos e consequências. O recorte é mais interessante do que usar Dandelion apenas como desculpa para mandar Geralt ao próximo combate.

Cena oficial de The Witcher 3: Songs of the Past com Geralt enfrentando um Swarmion.
Os Swarmions estão entre os novos inimigos da expansão. Crédito: Xbox Wire / CD PROJEKT RED.

Novos inimigos e uma corrente para puxar o combate

O Garden of Thorns não é apenas um nome bonito para uma área perigosa. A demonstração mostrou Thornblooms, flores agressivas que atacam mesmo sem sair do lugar, e Swarmions, inimigos humanoides protegidos por escudos formados por vespas. A ameaça parece nascer da própria região, em vez de ser apenas mais um grupo de soldados com armadura diferente.

Geralt também ganhou uma nova arma: uma corrente com gancho que pode puxar inimigos para perto. A ferramenta muda a distância dos confrontos e pode deixar o combate corpo a corpo mais rápido. Para um personagem que já tem espadas, sinais, bombas e poções, adicionar uma arma de controle faz sentido se ela criar situações diferentes, não apenas mais uma forma de causar dano.

A expansão quer que o jogador reconheça Geralt, Roach e o ritmo de The Witcher 3, mas também precisa dar uma razão para revisitar um jogo lançado originalmente há mais de uma década. A corrente e os inimigos ajudam, embora a força maior continue dependendo das missões e das escolhas.

O remaster vem junto

Songs of the Past chega ao Xbox Series X|S em 2027. Antes disso, a versão remasterizada de The Witcher 3: Wild Hunt será lançada em 29 de setembro de 2026 e ficará gratuita para quem já possui o jogo original. A expansão aproveita melhorias de jogabilidade, desempenho, fidelidade visual e progressão.

A proposta é acrescentar horas de conteúdo a um RPG que já tem uma relação forte com o público. Isso aumenta a expectativa, mas também eleva a cobrança: uma nova região bonita não basta se as missões não tiverem o mesmo cuidado das histórias que fizeram o jogo ser lembrado.

Geralt usa a nova arma corrente em The Witcher 3: Songs of the Past.
A corrente é a nova arma mostrada para Geralt. Crédito: Xbox Wire / CD PROJEKT RED.

O que pode fazer essa expansão funcionar

Letten parece ter seus próprios conflitos, personagens e regras, sem transformar cada revelação em uma ameaça ao destino do mundo. The Witcher 3 sempre foi bom quando uma tarefa aparentemente simples ficava moralmente complicada. Uma investigação de família pode render mais do que uma batalha contra um inimigo gigantesco se o jogo deixar o jogador entender quem está mentindo, quem está sofrendo e quais decisões pioraram a situação.

Também existe uma boa oportunidade para brincar com o contraste entre o cartão-postal e o horror. Um lago com barcos fica mais inquietante quando o caminho até ele passa por árvores deformadas e assentamentos abandonados. O jardim não precisa gritar para funcionar; basta fazer o jogador perceber que a paisagem mudou.

Por enquanto, Songs of the Past parece uma volta bem pensada ao Continente. Ainda falta descobrir quantas horas de conteúdo a expansão terá, como as escolhas vão alterar a história e se Letten conseguirá sustentar sua própria identidade. A combinação de Dandelion, uma região inédita, inimigos estranhos e uma corrente para puxar monstros já dá ao retorno um motivo melhor do que nostalgia pura.

Fonte: Xbox Wire.

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